"DIDÁTICO E ATERRADOR. Um dos melhores documentários que assisti na minha vida."

“Minha primeira sensação ao assistir ao filme foi de vergonha. De mim mesmo. Da minha posição de ver números e não pessoas (como disse o comandante lá), mas eu, que me julgo alguém esclarecido, levei esse choque, imagina o mundo? Entendo melhor ainda o prêmio em Lisboa, pois não consigo imaginar a cabeça de um europeu vendo aquilo. É idade média. Eu tinha ficado chocado, na minha adolescência, quando assisti “Expresso da Meia Noite” que é sessão da tarde perto desse teu filme, com o agravante de ser real. É tudo muito forte, O Presídio Central, no Rio Grande do Sul, já foi considerado o pior do país por suas condições estruturais e pela quantidade de mortes, rebeliões e fugas registradas. Hoje, a estrutura mudou, e o número de mortes caiu para próximo de zero. Isso significa que chegamos a um modelo ideal de prisão? Não exatamente. A diretora Tatiana Sager decide fazer uma investigação aprofundada sobre as origens do crime organizado, que mantém a aparência de tranquilidade enquanto profissionaliza o tráfico de drogas e transforma a prisão numa empresa bastante lucrativa. eu fiquei o tempo todo esperando a nova informação, a nova descoberta de como seria a comida? onde dormem? qual a origem? e o documentário me respondia, isso pra mim é a base de um documentário bom. Responder o que minha mente vai perguntando ao assistir. É roteiro, é desenho de arco de história, e o mais louco é que é real. (...) É um dos melhores documentários que assistí na minha vida. Obrigado por esclarecer a minha miopia e entender melhor o que está acontecendo em POA nesse momento. É didático e aterrador”.

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