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"Os presídios brasileiros se assemelham a masmorras medievais onde o principal objetivo é a punição e a vingança, se transformando em fábricas de bandidos."

 

 

Ao contrário do que proclama o senso comum, o encarceramento não diminui a criminalidade. Os presídios brasileiros não são concebidos para que, após cumprirem suas penas, os condenados consigam se reinserir na sociedade. Como se assemelham a masmorras medievais onde o principal objetivo é a punição e a vingança, se transformam em fábricas de bandidos. 

Essa é uma das conclusões a que se chega após se assistir ao documentário “Central”. Ambientado no Presídio Central de Porto Alegre, em que uma superpopulação de mais de 4.500 presos se espreme onde deveria estar menos da metade, o filme ganha um sentido de urgência frente às recentes chacinas e rebeliões que só reforçam a importância de uma reforma nos sistemas penal e carcerário.

A diretora Tatiana Sager consegue traçar um panorama abrangente ao utilizar entrevistas com policiais militares, juízes, promotores, além de depoimento dos próprios presos. Assim como no documentário “O prisioneiro da grade de ferro” (2003), de Paulo Sacramento, o filme traz imagens feitas pelos próprios detentos, registrando as condições insalubres em que vivem. Se o doc de Sacramento escancarava a rotina do presídio do Carandiru nos meses que antecederam sua desativação, o de Tatiana mostra que, passados 25 anos do massacre paulistano, infelizmente nada foi feito para mudar esse quadro nefasto, que só piora. 

 

Fonte: http://rioshow.oglobo.globo.com/cinema/filmes/central-o-filme-17803.aspx

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